sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Transtono ou Distúrbio?



O Transtorno de Aprendizagem é a inabilidade específica na leitura, na expressão escrita ou na matemática em indivíduos que apresentam resultado abaixo do esperado para seu nível de desenvolvimento, escolaridade capacidade intelectual. ( American Psychiatric Association, 1994 ).

Os Transtornos de Aprendizagem afetam a habilidade da pessoa de falar, escutar, ler, escrever, soletrar, pensar, recordar, organizar informações ou aprender a matemática. Os transtornos de aprendizagem não podem ser curados. Duram para a vida toda.

De acordo com a definição estabelecida em 1981 pelo National Joint Comittee for Learning Disabilities (Comitê Nacional de Dificuldades de Aprendizagem), nos Estados Unidos da América, Distúrbio de aprendizagem é um termo genérico que se refere a um grupo heterogêneo de alterações manifestas por dificuldades significativas na aquisição e uso da audição, fala, leitura, escrita, raciocínio ou habilidades matemáticas. Estas alterações são intrínsecas ao indivíduo e presumivelmente devidas à disfunção do sistema nervoso central. Apesar de um distúrbio de aprendizagem poder ocorrer concomitantemente com outras condições desfavoráveis (por exemplo, alteração sensorial, retardo mental, distúrbio social ou emocional) ou influências ambientais (por exemplo, diferenças culturais, instrução insuficiente/inadequada, fatores psicogênicos), não é resultado direto dessas condições ou influências. Collares e Moysés, 1992: 32)

A Dificuldade de Aprendizagem está relacionada a vários fatores como:

Fatores Emocionais;

Fatores Orgânicos;

Fatores Específicos;

Fatores Ambientais.

Deve-se considerar também aspectos psíquicos, que em muitos casos são responsáveis pelo baixo rendimento escolar.

A aprendizagem depende basicamente da motivação. Muitas vezes o que se chama de dificuldade de aprendizagem é basicamente "dificuldade de ensino". Cada indivíduo aprende de uma forma diferente, conforme seu canal perceptivo preferencial. Quando o que lhe é ensinado não o motiva suficientemente, ou lhe chega de forma diferente de seu canal preferencial (de acordo com o canal preferencial de quem lhe ensina), então a compreensão ou o aprendizado não se completa.

A massificação do ensino tem contribuído muito ao aparecimento e aumento dos "distúrbios de aprendizagem".

Quando a aprendizagem não se desenvolve conforme o esperado para a criança, para os pais e para a escola ocorre a "dificuldade de aprendizagem". É necessário a identificação do problema, esforço, compreensão, colaboração e flexibilização de todas as partes envolvidas no processo: criança, pais, professores e orientadores.

O que se vê normalmente é a criança desestimulada, achando-se "burra", sofrendo, os pais sofrendo, pressionando a criança e a escola, pulando de escola em escola, e esta pressionando a criança e os pais, todos insatisfeitos.

É necessário o reconhecimento do problema por um profissional adequado, com treino específico da dificuldade a fim de que a criança supere suas dificuldades, com esforço, colaboração da família e da escola em conjunto acompanhando as etapas de evolução da criança.

A dificuldade mais conhecida e que vem tendo grande repercussão na atualidade é a dislexia, porém, é necessário estarmos atentos a outros sérios problemas: disgrafia, discalculia, dislalia, disortografia e o TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade).

DISLALIA


É o transtorno de linguagem mais comum em crianças e o mais fácil de se identificar. A dislalia é um distúrbio da fala que se caracteriza pela dificuldade de articulação de palavras: o portador da dislalia pronuncia determinadas palavras de maneira errada, omitindo, trocando, transpondo, distorcendo ou acrescentando fonemas ou sílabas a elas.

Quando se encontra um paciente dislálico, deve-se examinar os órgãos da fala e da audição a fim de se detectar se a causa da dislalia é orgânica (mais rara de acontecer, decorrente de má-formação ou alteração dos órgãos da fala e audição), neurológica ou funcional (quando não se encontra qualquer alteração física a que possa ser atribuída à dislalia).

A dislalia também pode interferir no aprendizado da escrita tal como ocorre com a fala.

A maioria dos casos de dislalia ocorre na primeira infância, quando a criança está aprendendo a falar. As principais causas, nestes casos, decorrem de fatores emocionais, como, por exemplo, ciúme de um irmão mais novo que nasceu, separação dos pais ou convivência com pessoas que apresentam esse problema (babás ou responsáveis, por exemplo, que dizem “pobrema”, “Framengo”, etc.), e a criança acaba assimilando essa deficiência.

É o transtorno de linguagem mais comum em meninos, e o mais conhecido e mais fácil de se identificar. Pode apresentar-se entre os 3 e os 5 anos, com alterações na articulação dos fonemas. O diagnóstico de um menino com dislalia, revela-se quando se nota que é incapaz de pronunciar corretamente os sons vistos como normais segundo sua idade e desenvolvimento. Uma criança com dislalia, pode substituir uma letra por outra, ou não pronunciar consoantes.

DISCALCULIA

A discalculia é uma má formação neurológica que provoca transtornos na aprendizagem de tudo o que se relaciona a números, como fazer operações matemáticas, fazer classificações, dificuldade em entender os conceitos matemáticos, a aplicação da matemática no cotidiano e na sequenciação numérica. Acredita-se que a causa dessa má formação pode ser genética, neurobiológica ou epidemiológica.

Normalmente, crianças e qualquer outra pessoa que possui tal distúrbio apresentam sinais como dificuldade com tabuadas, ordens numéricas, dificuldades em posicionar os números em folha de papel, dificuldade em somar, subtrair, multiplicar e dividir, dificuldade em memorizar cálculos e fórmulas, dificuldade em distinguir os símbolos matemáticos, dificuldade em compreender os termos utilizados.

Algumas das dificuldades ainda existentes em pessoas com discalculia é também caracterizada na dislexia, distúrbio que apresenta dificuldade em ler, escrever e soletrar, pois a pessoa com necessidade educativa especial possui dificuldade em interpretar o enunciado dos exercícios e dos conceitos matemáticos.

A discalculia já pode ser notada a partir da pré-escola, quando a criança tende a ter dificuldades em compreender os termos já utilizados, como igual, diferente, porém somente após a introdução de símbolos e conceitos mais específicos é que o problema se acentua e sim já pode ser diagnosticado.

Existem métodos que podem facilitar a vida dessas pessoas quando necessitam da matemática. Para melhorar o seu desempenho, o professor deve permitir que o indivíduo utilize tabuada, calculadora, cadernos quadriculados e elaborar exercícios e provas com enunciados mais claros e diretos. Ainda pode estimular o indivíduo passando trabalhos de casa com exercícios repetitivos e cumulativos.

FONTE: Mundo Educação » Doenças

DISLEXIA

É uma dificuldade primária do aprendizado abrangendo: leitura, escrita, e soletração ou uma combinação de duas ou três destas dificuldades. Caracteriza-se por alterações quantitativas e qualitativas, total ou parcialmente irreversíveis . É o distúrbio (ou transtorno) do aprendizado mais freqüentemente identificado na sala de aula. A dislexia não é o resultado de má alfabetização, desatenção, desmotivação, condição sócio-econômica ou baixa inteligência. Ela pode atingir igualmente pessoas das raças branca, negra ou amarela, ricas e pobres, famosas ou anônimas, pessoas inteligentes ou aquelas mais limitadas.



A dislexia tem sido relacionada a fatores genéticos, acometendo pacientes que tenham familiares com problemas fonológicos, mesmo que não apresentem dislexia. As alterações ocorreriam em um gene do cromossomo 6 . A dislexia, em nível cognitivo- lingüístico, reflete um déficit no componente específico da linguagem , o módulo fonológico, implicado no processamento dos sons da fala.

Sinais indicadores de dislexia:

A dificuldade de ler, escrever e soletrar mostra-se por dificuldades diferentes em cada faixa etária e acadêmica.

FONTE: ABC da Saúde

DISGRAFIA

Disgrafia é uma alteração da escrita normalmente ligada a problemas perceptivo-motores.



Sabe-se que é necessário adquirir certo desenvolvimento ao nível de:

• coordenação visuo-motora para que se possam realizar os movimentos finos e precisos que exigem o desenho gráfico das letras;
•da linguagem, para compreender o paralelismo entre o simbolismo da linguagem oral e da linguagem escrita;
•da percepção que possibilita a discriminação e a realização dos caracteres numa situação espacial determinada; cada letra dentro da palavra, das palavras na linha e noa conjunto da folha de papel, assim como o sentido direccional de cada grafismo e da escrita em geral.
A escrita disgráfica pode observar-se através das seguintes manifestações:

- traços pouco precisos e incontrolados;
- falta de pressão com debilidade de traços;

- ou traços demasiado fortes que vinquem o papel;

- grafismos não diferenciados nem na forma nem no tamanho;

- a escrita desorganizada que se pode referir não só a irregularidades e falta de ritmo dos signos gráficos, mas também a globalidade do conjunto escrito;

- realização incorrecta de movimentos de base, especialmente em ligação com problemas de orientação espacial, etc.


DISORTOGRAFIA


A disortografia consiste numa escrita, não necessariamente disgráfica, mas com numerosos erros, que se manifesta logo que se tenham adquirido os mecanismos da leitura e da escrita.

Um sujeito é disortográfico quando comete um grande número de erros. Entre os diversos motivos que podem condicionar uma escrita desse tipo, destacamos os seguintes:

•Alterações na linguagem: um atraso na aquisição e/ou no desenvolvimento e utilização da linguagem, junto a um escasso nível verbal, com pobreza de vocabulário (código restrito), podem facilitar os erros de escrita.


Dentro desta área estão os erros originados por uma alteração específica da linguagem, como são os casos das dislálias e/ou disartrias.



•Erros na percepção, tanto visual como auditiva: fundamentalmente estão baseados numa dificuldade para memorizar os esquemas gráficos ou para discriminar qualitativamente os fonemas.
•Falhas de atenção: se esta é instável ou frágil, não permite a fixação dos grafemas ou dos fonemas correctamente.
•Uma aprendizagem incorrecta da leitura e da escrita, especialmente na fase de iniciação, pode originar lacunas de base com a consequente insegurança para escrever. Igualmente, numa etapa posterior, a aprendizagem deficiente de normas gramaticais pode levar à realização de erros ortográficos que não se produziriam se não existissem lacunas no conhecimento gramatical da língua.
Muitas destas alterações entroncam a disortografia com a dislexia, ao ponto de, para muitos autores, a disortografia ser apontada como uma sequela da dislexia.

FONTE:http://meduc.fc.ul.pt/

TDAH

O TDAH - Déficit de Atenção é uma condição de base orgânica, que tem por principais características dificuldades em manter o foco da atenção, controle da impulsividade e a agitação - que é a hiperatividade. É também chamado de DDA, THDA, TDAHI, entre outras siglas.

O que significa “base orgânica”? Significa que, nos portadores do TDAH, há uma estrutura cerebral que não “trabalha” como seria esperado. Esta estrutura é chamada de lobo pré-frontal - é uma área do córtex cerebral localizada na parte da frente da cabeça, entre a testa e o meio do crânio. Esta área é formada por milhões de células cerebrais, chamadas neurônios. Quando o córtex pré-frontal tem seu funcionamento comprometido, a pessoa passa a enfrentar muitas dificuldades, entre elas problemas com concentração, memória, hiperatividade e impulsividade.

O diagnóstico do TDAH (DDA) - Déficit de Atenção começa com uma extensa análise clínica do caso por um especialista em TDAH e co-morbidades, quando são analisadas as características cognitivas, comportamentais e emocionais relacionadas à presença ou não da impulsividade, hiperatividade e impulsividade.

A partir daí, a depender das características do caso, o especialista pode solicitar outros testes e exames, desde exames físicos até avaliação cognitiva, neuropsicológica, comportamental e/ou emocional. Conheça os procedimentos do IPDA e programas de avalição / testes para Diagnóstico Diferencial.

O diagnóstico do TDAH não deve ser baseado exclusivamente em listas de sintomas - apenas ter muitos dos sintomas não significa que, necessariamente, alguém é portador do TDAH. Há várias outras causas que podem mimetizar os sintomas do TDAH ou até mesmo ocorrerem simultaneamente a ele - o que é chamado de co-morbidade. Além disso, há mais de um tipo de TDAH.

Um bom diagnóstico é pré-requisito para o sucesso do tratamento. Um diagnóstico completo só pode ser realizado por um especialista. Se houver suspeita de TDAH, procure um profissional especializado para uma avaliação completa. Somente um especialista podera excluir outros problemas que podem mimetizar os sintomas de TDAH, como falta de atenção, hiperatividade física ou mental, impulsividade, falta de auto-controle, problemas com memória, organização, gerenciamento do tempo, etc.

O que é psicopedagogia?


É o estudo do processo de aprendizagem e suas dificuldades. Este estudo tem caráter preventivo e terapêutico, detectando as causas dos problemas de aprendizagem através de provas ( testes ) psicopedagógicos tais como, provas operatórias (Piaget), provas projetivas (desenhos), EOCA e anamnese.

Geralmente o período para diagnosticar o problema psicopedagógico dura de 7 à 10 sessões de 50 minutos cada. Em alguns casos, o profissional pode encaminhar o paciente para outros profissionais como psicólogos, fonoaudiólogos, neurologistas, otorrinos, entre outros para uma avaliação transdisciplinar.

Na clínica, o psicopedagogo fará uma entrevista inicial com os pais ou responsáveis para conversar sobre horários, quantidades de sessões. O histórico do sujeito, desde seu nascimento, será relatado ao final das sessões numa entrevista chamada anamnese, com os pais ou responsáveis.

Casos em que a Psicopedagogia é altamente indicada:

Afasias, Audiomudez, Disturbios afetivos (ansiedade, inibição, depressão,Dificuldade de leitura e escrita sem causa orgânica, Dificuldade de memorização, atenção e concentração, Distúrbio da lateralidade, Distúrbio na organização têmporo-espacial, Distúrbio motor, Disfalia, Disgrafia, Dislexia, Dislexia Disortografica, Hiperatividade, Instabilidade psicomotora, Gagueira.


PSICOPEDAGOGIA por Kelly Dalmas




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A Psicopedagogia segundo a Associação Brasileira de Psicopedagogia - 1990, é a área que estuda e lida com o processo de aprendizagem e suas dificuldades.



Esta área surgiu da necessidade de um diagnóstico pedagógico visando esclarecer a inadaptação escolar e social, corrigindo-a; para tanto, seria necessário que um médico diagnosticasse o problema a ser tratado e geralmente as crianças que apresentavam dificuldades no aprendizado eram também portadoras de problemas motores, tuberculose, diabetes, cegueira, surdez entre outros.



Desta forma, os médicos educadores no intuito de trata-las, vincularam a ação do médico à de pedagogo. Como seria mais fácil a aceitação dos pais tratar seus filhos passando-os em uma consulta psicopedagógica e não com uma consulta médica, surgiu então, a psicopedagogia criando-se em 1946 em Paris, o 1º Centro Psicopedagógico .







As definições encontradas do que vem a ser psicopedagogia se assemelham:


A Psicopedagogia é a área de estudo que tem como objetivo a aprendizagem e as dificuldades de aprendizagem; é também uma área de conhecimento que se dedica ao estudo do processo de aprendizagem nos seus aspectos cognitivos, emocionais e corporais. Pressupõe também a atuação tanto no processo normal do aprendizado, como na percepção de dificuldades(diagnóstico) e na interferência no planejamento das instituições e no trabalho de re-educação(terapia psicopedagógica).


Podemos dizer que a psicopedagogia é a área que estuda e lida com o processo de aprendizagem e suas dificuldades, com contribuições científicas das áreas do conhecimento como Psicologia, Neurologia, Pedagogia, Psicolingüística e Psicomotricidade.

Segundo o professor João Beauclair Mestre em Educação, afirma que a psicopedagogia é um campo de conhecimento que se propõe a integrar de modo coerente, conhecimentos e princípios de diferentes Ciências Humanas com a meta de adquirir uma ampla compreensão sobre os variados processos inerentes ao aprender humano.




ELABORANDO UM CONCEITO DE PSICOPEDAGOGIA



É a área de conhecimento onde há uma interação entre saúde/educação/sociedade pois o profissional precisa analisar os sintomas apresentados pelo indivíduo ( sejam eles: lentidão, dispersão, dificuldade de elaboração, compreensão, entre outros) sob a luz dos aspectos físico, emocional, social e cultural, levando-se em conta suas relações tanto com o ambiente familiar, como o escolar e o social.

CONCLUSÃO

Ser psicopedagogo é atuar em diferentes campos de ação, situando-se tanto na área da saúde quanto na educacional, compreendendo as variadas dimensões da aprendizagem humana que ocorrem em todos os espaços e tempos sociais. O psicopedagogo atua de forma preventiva e terapêutica e tem como papel principal ser um mediador de todo este processo.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

TRANSTORNO DO DÉFICIT DE ATENÇÃO / HIPERATIVIDADE
O que é TDA - Transtorno déficit de atenção?

TDA é um distúrbio neurológico, ou seja, não estamos falando de uma lesão ou defeito e sim de um funcionamento diferente do cérebro.
Um TDA apresenta um menor fluxo sangüíneo na região frontal do cérebro, responsável pelo comportamento inibitório (freio), capacidade de planejamento, memória seletiva, regular o estado de vigília, “filtrar os estímulos, entre outras funções”.
Sabe-se também que a quantidade de dopamina, um neurotransmissor responsável pelo controle motor e pelo poder de concentração é menor no cérebro destas pessoas. Porém, o diagnóstico de um TDA será dado a partir da análise cuidadosa da história de vida e do comportamento do sujeito.
O comportamento de um TDA apresenta um trio de sintomas significativos que são: alterações da atenção, impulsividade, e da velocidade da atividade mental e física podendo apresentar grau de hiperatividade.
O que é Transtorno de Hiperatividade/ Impulsividade?

A hiperatividade e a impulsividade fazem parte da tríade de sintomas de um TDAH-I, esse transtorno é o mais conhecido, pelo fato de ser o que mais incomoda pais e professores, que não conseguem dar jeito naquela criança que não fica quieta pôr nada.
A hiperatividade é um desvio comportamental, caracterizada pela excessiva mudança de atitudes e atividades, o sujeito hiperativo tem dificuldades de se manter quieto para que possa desenvolver atividades comuns do seu dia-a-dia como: fazer refeições à mesa, assistir TV sentado, ficar sentado em sala de aula, escutar uma história, etc.
É importante lembrar que há pessoas que são TDA, mas que não tem a hiperatividade, nem impulsividade como sintoma predominante, muitas são aquelas crianças quietas que parecem viver “no mundo da lua”, sua mente voa, seus pensamentos correm enquanto à sua frente à realidade exige concentração. Nestes casos muitas vezes o diagnóstico só é feito depois de um grave comprometimento na aprendizagem escolar tendo como conseqüência um grande prejuízo emocional.

Dicas para os pais

Procure um profissional habilitado para que seja feito um bom diagnóstico, um neuropediatra ou psiquiatra deve ser consultada, em muitos casos a medicação apropriada se faz necessária.
Estabeleça uma agenda de horários para as atividades de seu filho, ele deve Ter horário para acordar, comer, tomar banho, ver TV, fazer os deveres, brincar, e dormir. Uma rotina fixa contribuirá para que a criança se organize.
É importante a realização de uma atividade física, de preferência não competitiva, assim entre outros ganhos haverá gasto de energia.
Tenham momentos de atividades em família, contarem pequenas histórias, brincarem com algum jogo, atividades que possibilitem o sentar junto, o falar e o ouvir.
Quando for fazer os deveres, procure um lugar tranqüilo, sem TV, sem música. Os brinquedos e objetos que não fazem parte da atividade devem ser guardados.
Quando for pedir algo, ou der uma ordem, faça de maneira clara, se necessário divida a tarefa, certifique se a criança entendeu.
Nunca chame seu filho de “malandro”, “preguiçoso”, “burro”, pelo contrário elogie suas conquistas, valorize pequenos passos. Palavras duras e gritos só prejudicarão o desenvolvimento e aprendizagem dele.
Estabeleça limites e regras claras, seu filho deve saber o que pode e o que não pode fazer.
Seu filho deve estar sempre em companhia de um responsável, atravessar ruas, andar de bicicleta e outras atividades deve ser supervisionada, a criança TDA distrai-se facilmente podendo assim se envolver em acidentes graves.
Se interesse pelo desenvolvimento escolar de seu filho, vá à escola, converse com a professora, procure saber em que ela pode ajudar para melhor aprendizagem da criança.
Demonstre seu amor pôr ele, diga que ele é importante pelo que ele é e não pelo que ele faz. Carinho e conforto em uma relação de confiança o ajudarão muito.

Dicas para os professores

Não rotule, certifique-se com a família sobre o diagnóstico.
Procure conversar com os profissionais que atendem seu aluno, com todos os envolvidos no processo falando a mesma linguagem, será mais fácil auxiliar está criança.
Coloque a criança sempre próxima a você, se possível longe de janelas e portas. As carteiras dispostas em circulo facilitam a visualização da turma.
Construa com a turma regras claras do funcionamento da classe, deixe-as expostas.
Comece a aula expondo a rotina do dia, fale do seu plano de aula, se necessário faça por escrito.
Use recursos audiovisuais quando possível. Vídeos, retroprojetores, computadores.
Busque assuntos de interesse da turma e os atuais que estão sendo vinculados na mídia.
Trabalhe música teatro, parlendas, histórias da comunidade e da realidade seus alunos.
Se utilize do concreto, de imagens, de gravuras, faça perguntas, promova a participação em sala de aula.
Faça intervalos para alongamento, idas ao banheiro, tomar água. Cante com seus alunos. Ficar muito tempo sentado é torturante para um TDAH.
Faça atividades curtas, que exijam pouco tempo para serem realizadas. Aumente gradativamente este tempo conforme o progresso da criança.
Mande deveres que a criança consiga realizar sozinha, ou com pouca interferência dos pais. Procure atividades que estejam dentro das possibilidades e limites dela, não sendo motivo de tortura para pais e filhos.
Estimule a atividade em grupo, sempre trabalhando o respeito as diferenças.
Nunca exponha os erros e dificuldades da criança, gritos para chamar a atenção só pioram as coisas.
Elogie sempre, recompense com bilhetes, cartões os pequenos progressos.
Não faça da agenda escolar um diário de reclamações, chame os pais para conversarem, quando possível. Bilhetes de reclamação constantes tiram à confiança e baixam a auto-estima da criança.
Crie um vínculo de afeto e confiança com seus alunos.
Leia, estude, busque orientação e ajuda quando necessário, esclareça suas dúvidas. Estando bem informada você terá maior segurança para trabalhar junto aos seus alunos.
Nunca esqueça seu aluno com TDAH, tem inteligência normal ou até superior, ele só tem um funcionamento diferente, busque com ele a melhor maneira de promoverem sua aprendizagem. Ambos só têm a ganhar.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

O que é Psicopedagogia?


“A PSICOPEDAGOGIA É UMA ÁREA DE CONHECIMENTO E PESQUISA NA ATUAÇÃO INTERDISCIPLINAR, VOLTADA PARA OS PROCESSOS DE ENSINO-APRENDIZAGEM, QUE INTEGRA O DIAGNÓSTICO EA INTERVENÇÃO EM SITUAÇÕES QUE ENVOLVAM ESSES PROCESSOS NO PLANO INDIVIDUAL, GRUPAL E INSTITUCIONAL. CONSIDERA A ANÁLISE DO CONTEXTO EM QUE SE DESENVOLVE O PROCESSO DE APRENDIZAGEM, A LEITURA DOS PROBLEMAS QUE EMERGEM DA E NA INTERAÇÃO SOCIAL VOLTADA PARA O SUJEITO QUE APRENDE; BUSCA COMPREENDER OS FATORES QUE INTERVÊM NOS PROBLEMAS, DISCRIMINANDO O PARTICULAR E O GERAL, O ESPECÍFICO E O UNIVERSAL, NA BUSCA DE ALTERNATIVAS DE AÇÃO PARA UMA MUDANÇA SIGNIFICATIVA NAS POSTURAS FRENTE AO ENSINAR E AO APRENDER. ORGANIZA-SE COMO ÁREA TEÓRICA E METADOLÓGICA PRÓPRIA, A PARTIR DE VÁRIAS ÁREAS DO CONHECIMENTO DA EDUCAÇÃO E DA SAÚDE NAQUILO QUE SE APLICA À COMPREENSÃO DOS PROCESSOS, ANALISANDO-OS E RESPEITANDO O CÓDIGO DE ÉTICA DA PSICOPEDAGOGIA, GARANTINDO UMA POSTURA SOCIALMENTE COMPROMETIDA COM A REALIDADE BRASILEIRA”.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

o novo símbolo da Psicopedagogia!

Por que Fita de Möbius?

Em 1858, o matemático e astrônomo alemão Auguste Ferdinand Möbius ao pesquisar o desenvolvimento de uma Teoria dos Poliedros, descobriu uma curiosa superfície que ficou conhecida com seu nome, a Fita de Möbius. É uma fita simples que tem duas superfícies distintas (uma interna e outra externa) limitadas por duas margens. Trata-se de uma superfície de duas dimensões com um lado apenas. Assim, se caminharmos continuamente ao longo da fita, atravessamos ora uma, ora outra dimensão.

O que encanta nesta fita é a sua extraordinária simplicidade aliada a um resultado complexo – transformando o finito em infinito.

Estas idéias foram passadas para dois design-gráficos que apresentaram algumas propostas, as quais foram apresentadas para no VIII Congresso Brasileiro de Psicopedagogia para que os congressistas votassem.

O significado do Símbolo eleito foi descrito da seguinte forma:

Fita de Moebüs com 3 voltas. Representa o olhar do Psicopedagogo. As voltas estão dispostas de forma a representar a aprendizagem do indivíduo. O círculo central representa o indivíduo em processo para a aquisição de conhecimento, chegando ao fim com mudanças perceptíveis (círculo vermelho).

Esse símbolo foi assim representado com o propósito de caracterizar nossa área de atuação, representando o Psicopedagogo com suas características próprias.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Instrumentos de Avaliação no Consultório Psicopedagógico




1. Desenho da Figura Humana
2. Reconhecimento de partes do corpo
3. Desenho da Família
4. Técnicas Projetivas Psicopedagógicas de Jorge Visca
5. Figuras geométricas de Zaldo Rocha
6. Provas de Lateralidade
7. Teste de Orientação Espacial
8. Teste de orientação direito/esquerda
9. Observação de Atividades Viso-motor
10. Pesquisa de Coordenação Ampla (coordenação dinâmica)
11. Hora do Jogo
12. Torre de Hanói (adolescentes)
13. Diagnóstico Operatório (provas Piajetianas)
14. Entrevista do Realismo Nominal (nível de leitura e escrita)
15. Provas Pedagógicas variadas.


A avaliação acontece de 8 a 10 sessões , podendo confirmar ou não alguma dificuldade de aprendizagem.
A intervenção começa a partir desta confirmação. ♥

Atitudes que favorecem o sucesso de seu filhos!




1. Fale sempre da escola, para criar em seu filho uma expectativa positiva em relação aos estudos.

2. Abrace-o e deseje-lhe coisas boas quando ele estiver de saída para aula.

3. Na volta, procure saber como foi o dia dele, o que aprendeu e com se relacionou com todos.

4. Conheça o professor e converse com ele sobre a criança e o trabalho dela na escola.

5. Em caso de notas baixas, não espere ser chamado: Vá à escola para saber o que está acontecendo.

6. Mantenha uma relação de respeito, carinho e consideração com todos os professores.

7. Resolva diretamente os problemas entre você, seu filho e o professor e só recorra a outros em último caso.

8. Crie o hábito de observar os materiais escolares e ajude nas lições de casa.

9. Quando seu filho estiver com problemas, compartilhe-os com a escola sem omitir fatos nem julgar atitudes.

10. Comente com amigos e parentes os êxitos escolares dele, por menores que sejam para reforçar a auto-estima e autoconfiança de seu filho.