quinta-feira, 20 de maio de 2010

APRENDENDO A APRENDER



O Psicopedagogo Clínico é um agente facilitador do desenvolvimento global da criança ou adolescente, que busca proporcionar o estímulo a um crescimento intelectual e emocional.


O atendimento Psicopedagógico ajuda a criança e adolescente a estabelecerem uma relação positiva com a aprendizagem, conquistando maior autonomia na sua rotina diária e na escola.


Utiliza recursos e materiais que permitem a criança ou adolescente ampliar o seu mundo de experiências exercitando a curiosidade, a atenção, o pensar, a criatividade e o prazer na produção.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

ÉTICA: ARTE DE VIVER


Muitos anos atrás, em um sítio afastado da cidade, uma humilde lavradora costumava recolher retalhos de cores variadas e bem vistosas. Quando tinha retalhos suficientes, com a dedicação de quem gosta daquilo que faz, costurava-os um a um com um ponto pequeno, firme e adequado, unindo-os de tal forma que não havia risco de se separarem e de o trabalho se desfazer.
Depois de vários dias e várias semanas costurando retalhos, com suas mãos hábeis e delicadas, ela estendia a peça sobre a cama de casal e sorria diante da obra de sua fé, confiança, auto-estima e dedicação.
Era uma colcha multicolorida que alegrava os olhos de toda a família e que pesava o suficiente para manter-se na cama sem escorregar para o chão. Os retalhos, bem costurados, guardavam calor para o amor dos esposos. Era como um cobertor, que abrigava para oferecer descanso, aquecia para dar energia e fazia adormecer para sonhar.
Perto desse sítio havia uma escola com uma única professora, que tinha a responsabilidade de ensinar todas as disciplinas. Ela não era especializada em nenhumas delas, mas preparava muito bem suas aulas para cumprir com eficiência o seu trabalho.
As pessoas, ao se referirem a ela, diziam que tinham uma mística, uma vocação e um modo estranho de... dinamizar a aprendizagem. Em matemática ensinava a honestidade, dizendo que se deve aprender a fazer contas e usar os números para não se enganar e nem enganar a ninguém.
Ensinava a multiplicar serviço, a somar cooperação, a subtrair má-vontade e a dividir lucros e virtudes e entre todos. Associava a matemática com as disciplinas sociais, relacionando as operações ao tempo e ao espaço.
Fazia viagens geográficas pelo mundo e pela história, ressaltando a bondade dos protagonistas. Valorizava não só os inventores, os líderes e os generais, mas também os soldados, os indígenas, os comerciantes e os lavradores.
Ensinava a amar a arte, os artistas, as obras e os artesãos; mostrava a beleza da natureza e a relacionava com a gratidão de Deus.
Unia a vida do universo com a do ser humano e com a de todas as criaturas na área das ciências naturais.
Por meio dos sinônimos, antônimos e conjugações, mostrava a importância da comunicação, quando expressa por palavras elegantes, otimistas, delicadas, respeitosas e tolerantes.
Na área do desenho, deixava voar a imaginação com os símbolos que tivessem significado para a vida, a família, a pátria, a identidade e o sentido de pertencer à mãe terra.
Acreditava na brincadeira e misturava-se aos alunos nos momentos lúdicos que enchiam aprendizagem de alegria e espontaneidade.
Era uma professora que unia os valores a todas as disciplinas. Como a camponesa que tecia os retalhos, essa mestra costurava conhecimentos entre si com um ponto que dava consistência a todos.
Como aquela mulher, ela tecia uma colcha que se transformava em formação integral. Era uma educação única, que entusiasmava os alunos com o dinamismo necessário para manter o interesse do grupo. Entre uma disciplina e outra, a costura conseguia fazer com que a educação servisse para a vida. Nenhuma disciplina era um retalho separado. Unidas, concentravam calor, alegria e otimismo.
Era uma professora que transmitia amor por seu trabalho. Para ela, lecionar era um meio de formação holística. Compreendia que os valores não se ensinam, mas integram-se ao trabalho, são vividos e sentidos.
A ética era uma costura com a qual ela tecia não só conhecimentos, mas também seu próprio trabalho, sendo consequente e dando o melhor de si.
Mais do que a mente, ela atingia o coração dos jovens.

Fonte: Ética: Arte de Viver –

A alegria de ser uma pessoa com dignidade - Betuel Cano

Conhece a Ti mesmo!

“O conhecimento é a base da própria vida. A sabedoria abre caminhos novos para que possamos sentir e mesmo desfrutar da felicidade. Não poderá existir civilização sem que a inteligência ocupe algum lugar na pauta do conforto. Não pode existir progresso sem a intervenção da sabedoria. Entretanto ela se divide em duas forças altamente dignas,com duas dinâmicas opostas: o conhecimento exterior e o auto-conhecimento.
A sapiência externa nos faz investir á procura de valores até certo ponto perecíveis, mas necessário ao nosso equilíbrio. Passamos por perigos inúmeros,sujeito ás investidas do orgulho, em sintonia com o egoísmo e sob o domínio da vaidade. Entrementes,se vencermos essas condições na altura em que elas se nos apresentam,sairemos livres,para nossos conhecimentos,que podemos crer,serão a maior verdade,que é o conhecimento de nós mesmos,é o estudo do universo interno,aprofundando-nos dentro dele como se fora o nosso próprio mundo.Este conhecimento se chama SABEDORIA AMOR.
Há quem diga que o amor não é sabedoria.Está completamente enganado.Quem ama nas linhas ensinadas por Nosso Senhor Jesus Cristo é um verdadeiro sábio.Ao conhecermos as nossas deficiências,abrimos portas de luz nas esferas da consciência,de sorte a nos enriquecermos em todos os rumos,dos valores eternos, de talentos que Deus depositou em nossos corações, para a garantia de nós mesmos .
As religiões de todo o mundo e a filosofia que medra em toda a terra têm a missão sagrada de indicar ás criaturas os arcanos da sabedoria interna,que é a verdadeira senda de iluminação. Aquele que já conhece a si mesmo dispensa certos acessórios que pesam muito sobre os ombros e que exigem tempo precioso na sua conservação. O sábio interno nasce de novo , é um novo homem que surge de dentro do homem velho.
Todo movimento que se preocupa com as coisas externas das criaturas pode fazer muito em favor das almas em sofrimento,não resta dúvidas.Entretanto quando encontramos quem nos ajuda a trabalhar dentro de nós,a descobrir os nossos tesouros,esse é o caminho ensinado por Cristo,que nos liberta definitivamente.Quem conhece a si mesmo tem mais facilidade em conhecer as lições externas e as propriedades que lhe sustentam a vida.
Deus está no centro de todos nós, esperando,como pai,os nossos apelos nascidos da vontade. Cristo pega em nossas mãos para nos mostrar os caminhos abertos pela caridade. O céu está mais próximo de nós do que pensamos: reside dentro de nós mesmos,executar as cirurgias indispensáveis em todas as áreas da nossa conduta,dominar os nossos impulsos inferiores e discipliná-los transformando-os em instrumento de trabalho e de paz,para que surja o amor no centro dos sentimentos e juntos a ele,a tranqüilidade imperturbável em todos os caminhos que devemos trilhar.
"QUEM CONHECE A SI MESMO, JÁ NÃO TEM TEMPO D CRITICAR QUALQUER PESSOA.”

quarta-feira, 7 de abril de 2010


NAPE

O núcleo de atendimento pedagógico especializado é um espaço facilitador da construção do saber.
Garantir às interações físicas, funcionais, sociais e educacionais por meio do reconhecimento e atendimento as particularidades das crianças e adolescentes com necessidades educativas e especiais, proporcionando-lhes diferentes alternativas de atendimento, sem discriminação beneficiando a todos com o convívio e crescimento, na diversidade sem perder de vista a educação de qualidade através do trabalho pedagógico, o que implica na atualização e desenvolvimento de conceitos e metodologias educacionais compatíveis com o desafio da inclusão.

LEGISLAÇÃO



Constituição (1989): garante o direito á escola para todos. Prevê o pleno desenvolvimento dos cidadãos sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.

Estatuto da Criança e do Adolescente (1990) garante o direito á igualdade de condições para o acesso e a permanência na escola, sendo o Ensino Fundamental obrigatório. Assegura o atendimento educacional especializado preferencialmente na rede regular.

Declaração de Salamanca (1994): O texto dez que os alunos que têm deficiências graves devem ser atendidos no mesmo ambiente de ensino que todos os demais.

Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional LDB (1996): Afirma que o atendimento especializado pode ocorrer em classes especiais quando não for possível oferecê-lo na escola comum.

Decreto N° 3956 Convenção de Guatemala (2001): Assegura que o acesso ao ensino fundamental é um direito e, priva pessoas em idade escolar dele, mantendo-as unicamente em escolas ou classes especiais fere a convenção e a constituição.

Obs: De acordo com o artigo 8° da Lei Federal N° 7.853/89, os crimes cometidos contra as pessoas com necessidades especiais podem ser punidos com prisão de 1 a 4 anos e multa. Em caso de denúncia procurar o ministro público.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Atitudes que favorecem o sucesso dos seus filhos:





1. Fale sempre da escola, para criar em seu filho uma expectativa positiva em relação aos estudos.

2. Abrace-o e deseje-lhe coisas boas quando ele estiver de saída para aula.

3. Na volta, procure saber como foi o dia dele, o que aprendeu e com se relacionou com todos.

4. Conheça o professor e converse com ele sobre a criança e o trabalho dela na escola.

5. Em caso de notas baixas, não espere ser chamado: Vá à escola para saber o que está acontecendo.

6. Mantenha uma relação de respeito, carinho e consideração com todos os professores.

7. Resolva diretamente os problemas entre você, seu filho e o professor e só recorra a outros em último caso.

8. Crie o hábito de observar os materiais escolares e ajude nas lições de casa.

9. Quando seu filho estiver com problemas, compartilhe-os com a escola sem omitir fatos nem julgar atitudes.

10. Comente com amigos e parentes os êxitos escolares dele, por menores que sejam para reforçar a auto-estima e autoconfiança de seu filho.

Défict de Atenção com ou sem Hiperatividade

Um número significativo de crianças sofre da Síndrome de Déficit de Atenção e Hiperatividade (SDAH).

Trata-se de uma desordem muito mais comum nos rapazes do que nas moças: 80% a 90% dos casos diagnosticados são de rapazes.

A situação torna-se preocupante quando estas crianças começam a freqüentar a escola, podendo o seu comportamento comprometer o desempenho escolar.

As crianças hiperativas manifestam alguns sintomas de falta de atenção que é possível identificar:

• Apresentam dificuldade em manter a atenção ao executar tarefas ou atividades;
• Evitam as tarefas que requerem esforço mental persistente;
• Distraem-se facilmente com estímulos irrelevantes;
• Não tomam atenção suficiente aos pormenores ou cometem erros por descuido nas tarefas escolares, no trabalho ou noutras atividades lúdicas;
• Parecem não ouvir quando se lhes dirigem diretamente;
• Perdem objetos necessários a tarefas ou atividades que terão de realizar.
Eis alguns sintomas de hiperatividade - impulsividade observáveis nas crianças:
• Mexem permanentemente os pés;
• Levanta-se na sala em situações em que se espera que estejam sentadas;
• Correm e saltam excessivamente em situações inapropriadas;
• Apresentam dificuldade em se envolver numa atividades de forma tranqüila;
• Falam em excesso;
• Respondem antes da pergunta ser completada;
• Apresentam dificuldade em esperar pela sua vez.

No entanto, para se concluir a presença da SDAH é fundamental que os sintomas persistam por mais de seis meses e se tenham iniciado antes dos sete anos.

O educador deve estabelecer regras precisas e conseqüências claras e não deve utilizar uma linguagem de confronto, de modo a evitar comportamentos inadequados. Deve também alternar atividades paradas com atividades mais ativas, ajustando o ritmo.

Encorajar a criança a desenhar pode ser uma forma de ajudar a lembrar determinado assunto abordado.

Contar uma história é também uma forma eficaz de captar a atenção, visto que todas as crianças gostam de ouvir histórias, especialmente histórias pessoais.

Para as crianças hiperativas, é importante que o estabelecer e realizar tarefas de forma rotineira.

OS PAIS E A ESCOLA

A escola, ao contrário do que muitos pais pensam, não é "aquele lugar" onde as crianças passam os dias, com a obrigação de aprender alguma coisa e onde os professores têm todas as responsabilidades.

A escola faz parte do quotidiano familiar da criança e os pais devem estar envolvidos em todo o processo de aprendizagem.

Pode-se dizer que a escola é um prolongamento do lar, onde o aluno se socializa com os outros e partilha a sua rotina pessoal. Assim, a colaboração dos pais com os professores ajuda a resolver muitos dos problemas escolares dos filhos.

O conhecimento do que se passa na escola, quais os seus princípios educativos e quem são os professores, capacita os pais a participarem mais activamente na vida escolar do seu filho. É necessária, então, uma interacção contínua entre todas as partes envolvidas.

Para os pais, participar na escola não deve ser só "receber informações". É preciso que façam sugestões e tomem algumas decisões em conjunto com os professores.

Aliás, os professores e pais não se devem ver como inimigos. São ambos um complemento importante na educação das crianças.

Infelizmente, muitas vezes, as causas da abstenção dos pais na vida escolar dos filhos passa pelos seus rígidos horários de trabalho. Acompanhar o percurso escolar da criança, neste aspecto, torna-se bastante difícil, principalmente quando se está cansado e com falta de paciência.

Desta forma, e uma vez que pode não ser possível participar mais activamente, o ideal é que os pais participem, pelo menos, nas reuniões trimestrais com o professor/director de turma. Nelas terão oportunidade de se certificar do trabalho escolar que tem sido desenvolvido e receber esclarecimentos.
Sempre que possível, será útil para o bom desenvolvimento escolar da criança o envolvimento dos pais também nos seguintes aspectos:

Pais e Escola
• comparecer na Escola sempre que pedido ou por iniciativa própria;
• participar activamente e cooperar em actividades extracurriculares;
• incentivar a criança a usar a Biblioteca da escola, se existir.

Pais, Filhos e Escola
• incutir nas crianças/alunos a compreensão nítida da necessidade de respeito pelo trabalho, o horário, os professores e as exigências disciplinares da Escola;
• incentivar a criança a participar nas actividades promovidas pela Escola.

Em Casa
• proporcionar um local adequado em casa para que a criança possa estudar e fazer os trabalhos de casa;
• respeitar algum silêncio quando a criança estiver a fazer os trabalhos de casa, para que seja um momento de concentração que pemita uma melhor apreensão dos conteúdos das aulas.
• estabelecer, em acordo com a criança, um horário para a realização dos trabalhos escolares.

Em Geral
• procurar criar o hábito de ser assídua e pontual às aulas;
• atribuir pequenas responsabilidades, ajudando a criança a organizar-se nas actividades escolares para torná-la mais independente e segura de si;
• mostrar interesse em tudo o que a criança realiza, incentivando-a nas pesquisas e esclarecendo dúvidas, sem, no entanto, fazer os trabalhos por ela;
• favorecer o seu desenvolvimento de acordo com sua capacidade, não fazendo comparações com os colegas, mas estimulando-a a superar-se;
• ser optimista perante a vida em geral, criando um ambiente positivo.
Acima de tudo, lembre-se que a escola é também um local de trabalho. É preciso que as crianças tirem o máximo partido do tempo que passam com os colegas e professores e que o façam de uma forma responsável e sentindo que têm todo o apoio que os pais lhes podem dar.

quarta-feira, 24 de março de 2010

ANÁLISE DOS CONTEÚDOS VIVENCIAIS



TIPO DE ENTREVISTA OU QUESTIONÁRIO, PARA CONHECER MELHOR A CRIANÇA OU ADOLESCENTE

1. Como você se sente frequentemente?
(você se sente habitualmente Alegre?.... Triste?... Disposto?...
Desanimado...)



2. O que você acha de você mesmo?
(você se acha bom, ruim, destemido, medroso, simpático, antipático...)


3. O que você acha que os outros pensam de você?


4. Você se sente melhor em casa, na rua ou na escola?


5. Quais as pessoas que você mais gosta?


6. Quais as pessoas que você não gosta?


7. Quais as pessoas que você tem mais medo?


8. Quais as pessoas que você tem raiva?


9. Quais as pessoas que você tem pena?


10. Quais as pessoas que você tem vergonha?


11. Quais os seus três maiores desejos?


12. De que é que você mais gosta?


13. De que é que você não gosta?


14. Que é que lhe dá mais medo?


15. Que é que lhe dá mais raiva?


16. Que é que lhe dá mais pena?


17. Que é que lhe dá mais vergonha?


18. Qual sua lembrança mais antiga?


19. Das coisas boas que lhe aconteceram, qual foi a melhor?


20. Das coisas ruins que lhe aconteceram, qual foi a pior?


21. O que você quer ser quando crescer?


22. O que você não deseja ser quando crescer?



OUTRO TIPO DE ENTREVISTA OU QUETIONÁRIO:




1. EU GOSTARIA TANTO...

2. FICO TRISTE QUANDO...

3. EU NÃO GOSTO DE...

4. ÀS VEZES EU SOU....

5. EU NÃO SOU...

6. MINHA MÃE ÀS VEZES...

7. EU GOSTARIA QUE PAPAI...

8. EU GOSTARIA DE TER...

9. EU GOSTARIA DE SER...

10. EU SOU...

11. EU ACHO ÀS VEZES QUE AS PESSOAS...

12. EU NÃO SOU MAIS...

13. GOSTARIA QUE MAMÃE...

14. PAPAI ÀS VEZES....

15. EU NÃO CONSIGO....

16. OS PAIS ÀS VEZES...

17. OS FILHOS ÀS VEZES...

18. SER LIVRE É....

19. SEMPRE PENSO...

20. MINHA PRINCIPAL CARACTERÍSTICA É...