quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Dicas de Livros da Psicopedagogia:


Novas Maneiras de Ensinar, Novas Forma de Aprender. Celso Antunes

A Criança e o desenho. Philippe Greig

Psicopedagogia Clínica. Maria Lúcia Weiss

A Inteligência Aprisionada. Alicia Fernandez

Distúrbios de Leitura e Escrita. Maria Thereza Mazorra e Ana Luiza G. Pinto

O significado dos desenhos das crianças. Angela Anning e Kath Ring

Psicopedagogia da Linguagem Escrita. Ana Teberosky

Psicogênese da Lígua Escrita. Emília Ferreiro e Ana Teberosky

Quem Ama Educa. Içami Tiba

A noção do tempo da crianaça. Jean Piaget

Guia do Terapeuta. Dominando TDAH adulto e infantil. Steven A. Safren

Dificuldades de Aprendizagem de A a Z. Smith e Strick

Diagnóstico e Tratamento dos problemas de aprendizagem. Sara Pain.

Psicopedagogia, Contribuições para educação pós moderna. Abpp.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

sexta-feira, 23 de outubro de 2009


Termos e significados usados na psicopedagogia e áreas afins



O conhecimento de alguns termos é de fundamental importância para profissionais da área de educação e saúde mental. Pensando nisso selecionamos abaixo alguns termos para que possam servir de consulta. Não é nossa intenção explanar sobre cada um deles, mas apresentar apenas um breve significado. Cabe ao profissional buscar outras fontes para se aprofundar sobre causas, sintomas e tratamentos.

Aprendizagem - É o resultado da estimulação do ambiente sobre o indivíduo já maturo, que se expressa diante de uma situação-problema, sob a forma de uma mudança de comportamento em função da experiência.

Agnosia - Etimologicamente, a falta de conhecimento. Impossibilidade de obter informações através dos canais de recepção dos sentidos embora o órgão do sentido não esteja afetado. Ex. a agnosia auditiva é a incapacidade de reconhecer ou interpretar um som mesmo quando é ouvido. No campo médico está associada com uma deficiência neurológica do sistema nervoso.

Afasia - Perda da capacidade de usar ou compreender a linguagem oral. Está usualmente associada com o traumatismo ou anormalidade do sistema nervoso central. Utilizam-se várias classificações tais como afasia expressiva e receptiva, congênita e adquirida.

Agrafia - Impossibilidade de escrever e reproduzir os seus pensamentos por escrito.

Alexia - Perda da capacidade de leitura de letras manuscritas ou impressas.

Anamnese - Levantamento dos antecedentes de uma doença ou de um paciente, incluindo seu passado desde o parto, nascimento, primeira infância, bem como seus antecedentes hereditários.

Anomia - Impossibilidade de designar ou lembrar-se de palavras ou nome dos objetos.

Anorexia - Perda ou diminuição do apetite.

Anoxia - Diminuição da quantidade de oxigênio existente no sangue.

Apnéia - Paragem voluntária dos movimentos respiratórios: retenção da respiração.

Apraxia - Impossibilidade de resposta motora na realização de movimento com uma finalidade. A pessoa não realiza os movimentos apesar de conhecê-lo e não ter qualquer paralisia.

Ataxia - Dificuldade de equilíbrio e de coordenação dos movimentos voluntários.

Autismo - Distúrbio emocional da criança caracterizada por incomunicabilidade. A criança fecha-se sobre si mesma e desliga-se do real impedindo de relacionar-se normalmente com as pessoas. Num diagnóstico incorreto pode ser confundido com retardo mental, surdo-mudez, afasia e outras síndromes.

Bulimia - Fome exagerada de causa psicológica.

Catarse - Efeito provocado pela conscientização de uma lembrança fortemente emocional ou traumatizante até então reprimida.

Catatonia - Síndrome complexa em que o indivíduo se mantém numa dada posição ou continua sempre o mesmo gesto sem parar. Persistência de atitudes corporais sem sinais de fadiga.

Cinestesia - Impressão geral resultante de um conjunto de sensações internas caracterizado essencialmente por bem-estar ou mal-estar.

Complemento (Closure) - Capacidade de reconhecer o aspecto global, especialmente quando uma ou mais partes do todo está ausente ou quando a continuidade é interrompida por intervalos.

Consciência fonológica - Denomina-se consciência fonológica a habilidade metalinguística de tomada de consciência das características formais da linguagem. Esta habilidade compreende dois níveis:
1. A consciência de que a língua falada pode ser segmentada em unidades distintas, ou seja, a frase pode ser segmentada em palavras; as palavras, em sílabas e as sílabas, em fonemas.
2. A consciência de que essas mesmas unidades repetem-se em diferentes palavras faladas (rima, por exemplo).

Coordenação viso-motora - É a integração entre os movimentos do corpo (globais e específicos) e a visão.

Disartria - Dificuldade na articulação de palavras devido a disfunções cerebrais.

Discalculia - Dificuldade para a realização de operações matemáticas usualmente ligadas a uma disfunção neurológica, lesão cerebral, deficiência de estruturação espaço-temporal.

Disgrafia - Escrita manual extremamente pobre ou dificuldade de realização dos movimentos motores necessários à escrita. Esta disfunção está muitas vezes ligada a disfunções neurológicas.

Dislalia - É a omissão, substituição, distorção ou acréscimo de sons na palavra falada.

Dislexia - Dificuldade na aprendizagem da leitura, devido a uma imaturidade nos processos auditivos, visuais e tatilcinestésicos responsáveis pela apropriação da linguagem escrita.

Disortografia - Dificuldade na expressão da linguagem escrita, revelada por fraseologia incorretamente construída, normalmente associada a atrasos na compreensão e na expressão da linguagem escrita.

Disgnosia - Perturbação cerebral comportando uma má percepção visual.

Dismetria - Realização de movimentos de forma inadequada e pouco econômica.

Dispnéia - Dificuldade de respirar.

DSM IV - É a classificação dos Transtornos mentais da Associação Americana de Psiquiatria. Descreve as características dos transtornos apresentando critérios diagnósticos. Ver o DSM IV no site psiqueweb: http://gballone.sites.uol.com.br/

Ecolalia - Imitação de palavras ou frases ditas por outra pessoa, sem a compreensão do significado da palavra.

Ecopraxia - Repetição de gestos e praxias.

Enurese - Emissão involuntária de urina.

Esfíncter - Músculo que rodeia um orifício natural. Em psicanálise, na fase anal está ligado ao controle dos esfíncteres.

Espaço-temporal - orientar-se no espaço é ver-se e ver as coisas no espaço em relação a si próprio, é dirigir-se, é avaliar os movimentos e adaptá-los no espaço. É a consciência da relação do corpo com o meio.

Etiologia - Estudo das causas ou origens de uma condição ou doença.

Figura fundo - Capacidade de focar visivelmente ou aditivamente um estímulo, isolando-o perceptivamente do envolvimento que o integra. Ex. identificar alguém numa fotografia do grupo ou identificar o som de um instrumento musical numa melodia.

Gagueira ou tartamudez - distúrbio do fluxo e do ritmo normal da fala que envolve bloqueios, hesitações, prolongamentos e repetições de sons, sílabas, palavras ou frases. É acompanhada rapidamente por tensão muscular, rápido piscar de olhos, irregularidades respiratórias e caretas. Atinge mais homens que mulheres.

Gnosia - Conhecimento, noção e função de um objeto. Segundo Pieron toda a percepção é uma gnosia.

Grafema - Símbolo da linguagem escrita que representa um código oral da linguagem.

Hipercinesia - Movimento e atividade motora constante e excessiva. Também designada por hiperatividade.

Hipocinesia - Ausência de uma quantidade normal de movimentos. Quietude extrema.

Impulsividade - Comportamento caracterizado pela ação de acordo com o impulso, sem medir as conseqüências da ação. Atuação sem equacionar os dados da situação.

Lateralidade - Bem estabelecida - implica conhecimento dos dois lados do corpo e a capacidade de os identificar como direita e esquerda.

Linguagem interior - O processo de interiorizar e organizar as experiências sem ser necessário o uso de símbolos lingüísticos. Ex.: o processo que caracteriza o analfabeto que fala, mas não lê nem escreve.

Linguagem tatibitate - É um distúrbio (e também de fonação) em que se conserva voluntariamente a linguagem infantil. Geralmente tem causa emocional e pode resultar em problemas psicológicos para a criança.

Maturação - É o desenvolvimento das estruturas corporais, neurológicas e orgânicas. Abrange padrões de comportamento resultantes da atuação de algum mecanismo interno.

Memória - Capacidade de reter ou armazenar experiências anteriores. Também designada como "imagem" ou "lembrança".

Memória cinestésica - É a capacidade da criança reter os movimentos motores necessários à realização gráfica. À medida que a criança entra em contato com o universo simbólico (leitura e escrita) vão ficando retidos em sua memória os diferentes movimentos necessários para o traçado gráfico das letras.

Morfema - É a menor unidade gramatical. Na palavra infelicidade encontramos três elementos menores cada um chamado de morfema: in (prefixo), felic (radical), idade (sufixo). Os morfemas são utilizados para construir outras palavras: o prefixo in é utilizado em outras palavras como invariável, invejável, inviável, por exemplo.

Mudez - É a incapacidade de articular palavras, geralmente decorrente de transtornos do sistema nervoso central, atingindo a formulação e a coordenação das idéias e impedindo a sua transmissão em forma de comunicação verbal. Em boa parte dos casos o mutismo decorre de problemas na audição. Os fatores emocionais e psicológicos também estão presentes em algumas formas de mudez. Na mudez eletiva a criança fica muda com determinadas pessoas ou em determinadas situações e em outras não.

Paratonia - É a persistência de uma certa rigidez muscular, que pode aparecer nas quatro extremidades do corpo ou somente em duas. Quando a criamnça caminha ou corre, os braços e as pernas se movimentam mal e rigidamente.

Percepção - processo de organização e interpretação dos dados que são obtidos através dos sentido.

a) Percepção da posição - do tamanho e do movimento de um objeto em relação ao observador.

b) Percepção das relações espaciais - das posições a dois ou mais objetos.

c) Consistência perceptiva - capacidade de precisão perceptiva das propriedade invariantes dos objetos como, por exemplo: forma, posição, tamanho etc.

d) Desordem perceptiva - Distúrbio na conscientização dos objetos, suas relações ou qualidade envolvendo a interpretação da estimulação sensorial.

e) Deficiência perceptiva - Distúrbio na aprendizagem, devido a um distúrbio na percepção dos estímulos sensoriais.

f) Perceptivo-motor - Interação dos vários canais da percepção como da atividade motora. Os canais perceptivos incluem: o visual, o auditivo, o olfativo e o cinestésico.

g) Percepção visual - Identificação, organização e interpretação dos dados sensoriais captados pela visão.

h) Percepção social - Capacidade de interpretação de estímulos do envolvimento social e de relacionar tais interpretações com a situação social.

Preservação - Tendência de continuar uma atividade ininterruptamente; manifesta-se pela incapacidade de modificar, de parar ou de inibir uma dada atividade, mesmo depois do estímulo causador ter sido suprimido.

Problemas de aprendizagem - São situações difíceis enfrentadas pela criança com um desvio do quadro normal mas com expectativa de aprendizagem a longo prazo (alunos multirrepetentes).

Praxia - Movimento intencional, organizado, tendo em vista a obtenção de um fim ou de um resultado determinado.

Rinolalia - Caracteriza-se por uma ressonância nasal maior ou menor que a do padrão correto da fala. Pode ser causada por problemas nas vias nasais, vegetação adenóide, lábio leporino ou fissura palatina.

Ritmo - Habilidade importante, pois dá à criança a noção de duração e sucessão, no que diz respeito à percepção dos sons no tempo. A falta de habilidade rítmica pode causar uma leitura lenta, silabada, com pontuação e entonação inadequadas.

Sincinesia - É a participação de músculos em movimentos aos quais eles não são necessários. Ex.: coloca-se um objeto numa mão da criança e pede-se que ela aperte, a outra mão também se fechará ao mesmo tempo. Ficar sobre um só pé, para ela é impossível. Há descontinuidade nos gestos, imprecisão de movimentos nos braços e pernas, os movimentos finos dos dedos não são realizados e, num dado ritmo, não podem ser reproduzidos através de atos coordenados, nem por imitação.

Sintaxe - Parte da gramática que estuda a disposição das palavras na frase e a das frases no discurso , bem como a relação lógica das frases entre si e a correta construção gramatical ; construção gramatical (Dicionário Aurélio)

Sinergia - Atuação coordenada ou harmoniosa de sistemas ou de estruturas neurológicas de comportamento.

Somestésico - Relativo à sensibilidade do corpo.

Bibliografia:



FONSECA, Vitor - Escola. Quem és tu? Porto Alegre: Artes Médicas, 1993.

ASSUNÇÃO, Elisabete da. COELHO, Maria Teresa. Problemas de aprendizagem. São Paulo, SP: Editora Ática, 2002.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Transtono ou Distúrbio?



O Transtorno de Aprendizagem é a inabilidade específica na leitura, na expressão escrita ou na matemática em indivíduos que apresentam resultado abaixo do esperado para seu nível de desenvolvimento, escolaridade capacidade intelectual. ( American Psychiatric Association, 1994 ).

Os Transtornos de Aprendizagem afetam a habilidade da pessoa de falar, escutar, ler, escrever, soletrar, pensar, recordar, organizar informações ou aprender a matemática. Os transtornos de aprendizagem não podem ser curados. Duram para a vida toda.

De acordo com a definição estabelecida em 1981 pelo National Joint Comittee for Learning Disabilities (Comitê Nacional de Dificuldades de Aprendizagem), nos Estados Unidos da América, Distúrbio de aprendizagem é um termo genérico que se refere a um grupo heterogêneo de alterações manifestas por dificuldades significativas na aquisição e uso da audição, fala, leitura, escrita, raciocínio ou habilidades matemáticas. Estas alterações são intrínsecas ao indivíduo e presumivelmente devidas à disfunção do sistema nervoso central. Apesar de um distúrbio de aprendizagem poder ocorrer concomitantemente com outras condições desfavoráveis (por exemplo, alteração sensorial, retardo mental, distúrbio social ou emocional) ou influências ambientais (por exemplo, diferenças culturais, instrução insuficiente/inadequada, fatores psicogênicos), não é resultado direto dessas condições ou influências. Collares e Moysés, 1992: 32)

A Dificuldade de Aprendizagem está relacionada a vários fatores como:

Fatores Emocionais;

Fatores Orgânicos;

Fatores Específicos;

Fatores Ambientais.

Deve-se considerar também aspectos psíquicos, que em muitos casos são responsáveis pelo baixo rendimento escolar.

A aprendizagem depende basicamente da motivação. Muitas vezes o que se chama de dificuldade de aprendizagem é basicamente "dificuldade de ensino". Cada indivíduo aprende de uma forma diferente, conforme seu canal perceptivo preferencial. Quando o que lhe é ensinado não o motiva suficientemente, ou lhe chega de forma diferente de seu canal preferencial (de acordo com o canal preferencial de quem lhe ensina), então a compreensão ou o aprendizado não se completa.

A massificação do ensino tem contribuído muito ao aparecimento e aumento dos "distúrbios de aprendizagem".

Quando a aprendizagem não se desenvolve conforme o esperado para a criança, para os pais e para a escola ocorre a "dificuldade de aprendizagem". É necessário a identificação do problema, esforço, compreensão, colaboração e flexibilização de todas as partes envolvidas no processo: criança, pais, professores e orientadores.

O que se vê normalmente é a criança desestimulada, achando-se "burra", sofrendo, os pais sofrendo, pressionando a criança e a escola, pulando de escola em escola, e esta pressionando a criança e os pais, todos insatisfeitos.

É necessário o reconhecimento do problema por um profissional adequado, com treino específico da dificuldade a fim de que a criança supere suas dificuldades, com esforço, colaboração da família e da escola em conjunto acompanhando as etapas de evolução da criança.

A dificuldade mais conhecida e que vem tendo grande repercussão na atualidade é a dislexia, porém, é necessário estarmos atentos a outros sérios problemas: disgrafia, discalculia, dislalia, disortografia e o TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade).

DISLALIA


É o transtorno de linguagem mais comum em crianças e o mais fácil de se identificar. A dislalia é um distúrbio da fala que se caracteriza pela dificuldade de articulação de palavras: o portador da dislalia pronuncia determinadas palavras de maneira errada, omitindo, trocando, transpondo, distorcendo ou acrescentando fonemas ou sílabas a elas.

Quando se encontra um paciente dislálico, deve-se examinar os órgãos da fala e da audição a fim de se detectar se a causa da dislalia é orgânica (mais rara de acontecer, decorrente de má-formação ou alteração dos órgãos da fala e audição), neurológica ou funcional (quando não se encontra qualquer alteração física a que possa ser atribuída à dislalia).

A dislalia também pode interferir no aprendizado da escrita tal como ocorre com a fala.

A maioria dos casos de dislalia ocorre na primeira infância, quando a criança está aprendendo a falar. As principais causas, nestes casos, decorrem de fatores emocionais, como, por exemplo, ciúme de um irmão mais novo que nasceu, separação dos pais ou convivência com pessoas que apresentam esse problema (babás ou responsáveis, por exemplo, que dizem “pobrema”, “Framengo”, etc.), e a criança acaba assimilando essa deficiência.

É o transtorno de linguagem mais comum em meninos, e o mais conhecido e mais fácil de se identificar. Pode apresentar-se entre os 3 e os 5 anos, com alterações na articulação dos fonemas. O diagnóstico de um menino com dislalia, revela-se quando se nota que é incapaz de pronunciar corretamente os sons vistos como normais segundo sua idade e desenvolvimento. Uma criança com dislalia, pode substituir uma letra por outra, ou não pronunciar consoantes.

DISCALCULIA

A discalculia é uma má formação neurológica que provoca transtornos na aprendizagem de tudo o que se relaciona a números, como fazer operações matemáticas, fazer classificações, dificuldade em entender os conceitos matemáticos, a aplicação da matemática no cotidiano e na sequenciação numérica. Acredita-se que a causa dessa má formação pode ser genética, neurobiológica ou epidemiológica.

Normalmente, crianças e qualquer outra pessoa que possui tal distúrbio apresentam sinais como dificuldade com tabuadas, ordens numéricas, dificuldades em posicionar os números em folha de papel, dificuldade em somar, subtrair, multiplicar e dividir, dificuldade em memorizar cálculos e fórmulas, dificuldade em distinguir os símbolos matemáticos, dificuldade em compreender os termos utilizados.

Algumas das dificuldades ainda existentes em pessoas com discalculia é também caracterizada na dislexia, distúrbio que apresenta dificuldade em ler, escrever e soletrar, pois a pessoa com necessidade educativa especial possui dificuldade em interpretar o enunciado dos exercícios e dos conceitos matemáticos.

A discalculia já pode ser notada a partir da pré-escola, quando a criança tende a ter dificuldades em compreender os termos já utilizados, como igual, diferente, porém somente após a introdução de símbolos e conceitos mais específicos é que o problema se acentua e sim já pode ser diagnosticado.

Existem métodos que podem facilitar a vida dessas pessoas quando necessitam da matemática. Para melhorar o seu desempenho, o professor deve permitir que o indivíduo utilize tabuada, calculadora, cadernos quadriculados e elaborar exercícios e provas com enunciados mais claros e diretos. Ainda pode estimular o indivíduo passando trabalhos de casa com exercícios repetitivos e cumulativos.

FONTE: Mundo Educação » Doenças

DISLEXIA

É uma dificuldade primária do aprendizado abrangendo: leitura, escrita, e soletração ou uma combinação de duas ou três destas dificuldades. Caracteriza-se por alterações quantitativas e qualitativas, total ou parcialmente irreversíveis . É o distúrbio (ou transtorno) do aprendizado mais freqüentemente identificado na sala de aula. A dislexia não é o resultado de má alfabetização, desatenção, desmotivação, condição sócio-econômica ou baixa inteligência. Ela pode atingir igualmente pessoas das raças branca, negra ou amarela, ricas e pobres, famosas ou anônimas, pessoas inteligentes ou aquelas mais limitadas.



A dislexia tem sido relacionada a fatores genéticos, acometendo pacientes que tenham familiares com problemas fonológicos, mesmo que não apresentem dislexia. As alterações ocorreriam em um gene do cromossomo 6 . A dislexia, em nível cognitivo- lingüístico, reflete um déficit no componente específico da linguagem , o módulo fonológico, implicado no processamento dos sons da fala.

Sinais indicadores de dislexia:

A dificuldade de ler, escrever e soletrar mostra-se por dificuldades diferentes em cada faixa etária e acadêmica.

FONTE: ABC da Saúde

DISGRAFIA

Disgrafia é uma alteração da escrita normalmente ligada a problemas perceptivo-motores.



Sabe-se que é necessário adquirir certo desenvolvimento ao nível de:

• coordenação visuo-motora para que se possam realizar os movimentos finos e precisos que exigem o desenho gráfico das letras;
•da linguagem, para compreender o paralelismo entre o simbolismo da linguagem oral e da linguagem escrita;
•da percepção que possibilita a discriminação e a realização dos caracteres numa situação espacial determinada; cada letra dentro da palavra, das palavras na linha e noa conjunto da folha de papel, assim como o sentido direccional de cada grafismo e da escrita em geral.
A escrita disgráfica pode observar-se através das seguintes manifestações:

- traços pouco precisos e incontrolados;
- falta de pressão com debilidade de traços;

- ou traços demasiado fortes que vinquem o papel;

- grafismos não diferenciados nem na forma nem no tamanho;

- a escrita desorganizada que se pode referir não só a irregularidades e falta de ritmo dos signos gráficos, mas também a globalidade do conjunto escrito;

- realização incorrecta de movimentos de base, especialmente em ligação com problemas de orientação espacial, etc.


DISORTOGRAFIA


A disortografia consiste numa escrita, não necessariamente disgráfica, mas com numerosos erros, que se manifesta logo que se tenham adquirido os mecanismos da leitura e da escrita.

Um sujeito é disortográfico quando comete um grande número de erros. Entre os diversos motivos que podem condicionar uma escrita desse tipo, destacamos os seguintes:

•Alterações na linguagem: um atraso na aquisição e/ou no desenvolvimento e utilização da linguagem, junto a um escasso nível verbal, com pobreza de vocabulário (código restrito), podem facilitar os erros de escrita.


Dentro desta área estão os erros originados por uma alteração específica da linguagem, como são os casos das dislálias e/ou disartrias.



•Erros na percepção, tanto visual como auditiva: fundamentalmente estão baseados numa dificuldade para memorizar os esquemas gráficos ou para discriminar qualitativamente os fonemas.
•Falhas de atenção: se esta é instável ou frágil, não permite a fixação dos grafemas ou dos fonemas correctamente.
•Uma aprendizagem incorrecta da leitura e da escrita, especialmente na fase de iniciação, pode originar lacunas de base com a consequente insegurança para escrever. Igualmente, numa etapa posterior, a aprendizagem deficiente de normas gramaticais pode levar à realização de erros ortográficos que não se produziriam se não existissem lacunas no conhecimento gramatical da língua.
Muitas destas alterações entroncam a disortografia com a dislexia, ao ponto de, para muitos autores, a disortografia ser apontada como uma sequela da dislexia.

FONTE:http://meduc.fc.ul.pt/

TDAH

O TDAH - Déficit de Atenção é uma condição de base orgânica, que tem por principais características dificuldades em manter o foco da atenção, controle da impulsividade e a agitação - que é a hiperatividade. É também chamado de DDA, THDA, TDAHI, entre outras siglas.

O que significa “base orgânica”? Significa que, nos portadores do TDAH, há uma estrutura cerebral que não “trabalha” como seria esperado. Esta estrutura é chamada de lobo pré-frontal - é uma área do córtex cerebral localizada na parte da frente da cabeça, entre a testa e o meio do crânio. Esta área é formada por milhões de células cerebrais, chamadas neurônios. Quando o córtex pré-frontal tem seu funcionamento comprometido, a pessoa passa a enfrentar muitas dificuldades, entre elas problemas com concentração, memória, hiperatividade e impulsividade.

O diagnóstico do TDAH (DDA) - Déficit de Atenção começa com uma extensa análise clínica do caso por um especialista em TDAH e co-morbidades, quando são analisadas as características cognitivas, comportamentais e emocionais relacionadas à presença ou não da impulsividade, hiperatividade e impulsividade.

A partir daí, a depender das características do caso, o especialista pode solicitar outros testes e exames, desde exames físicos até avaliação cognitiva, neuropsicológica, comportamental e/ou emocional. Conheça os procedimentos do IPDA e programas de avalição / testes para Diagnóstico Diferencial.

O diagnóstico do TDAH não deve ser baseado exclusivamente em listas de sintomas - apenas ter muitos dos sintomas não significa que, necessariamente, alguém é portador do TDAH. Há várias outras causas que podem mimetizar os sintomas do TDAH ou até mesmo ocorrerem simultaneamente a ele - o que é chamado de co-morbidade. Além disso, há mais de um tipo de TDAH.

Um bom diagnóstico é pré-requisito para o sucesso do tratamento. Um diagnóstico completo só pode ser realizado por um especialista. Se houver suspeita de TDAH, procure um profissional especializado para uma avaliação completa. Somente um especialista podera excluir outros problemas que podem mimetizar os sintomas de TDAH, como falta de atenção, hiperatividade física ou mental, impulsividade, falta de auto-controle, problemas com memória, organização, gerenciamento do tempo, etc.

O que é psicopedagogia?


É o estudo do processo de aprendizagem e suas dificuldades. Este estudo tem caráter preventivo e terapêutico, detectando as causas dos problemas de aprendizagem através de provas ( testes ) psicopedagógicos tais como, provas operatórias (Piaget), provas projetivas (desenhos), EOCA e anamnese.

Geralmente o período para diagnosticar o problema psicopedagógico dura de 7 à 10 sessões de 50 minutos cada. Em alguns casos, o profissional pode encaminhar o paciente para outros profissionais como psicólogos, fonoaudiólogos, neurologistas, otorrinos, entre outros para uma avaliação transdisciplinar.

Na clínica, o psicopedagogo fará uma entrevista inicial com os pais ou responsáveis para conversar sobre horários, quantidades de sessões. O histórico do sujeito, desde seu nascimento, será relatado ao final das sessões numa entrevista chamada anamnese, com os pais ou responsáveis.

Casos em que a Psicopedagogia é altamente indicada:

Afasias, Audiomudez, Disturbios afetivos (ansiedade, inibição, depressão,Dificuldade de leitura e escrita sem causa orgânica, Dificuldade de memorização, atenção e concentração, Distúrbio da lateralidade, Distúrbio na organização têmporo-espacial, Distúrbio motor, Disfalia, Disgrafia, Dislexia, Dislexia Disortografica, Hiperatividade, Instabilidade psicomotora, Gagueira.


PSICOPEDAGOGIA por Kelly Dalmas




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A Psicopedagogia segundo a Associação Brasileira de Psicopedagogia - 1990, é a área que estuda e lida com o processo de aprendizagem e suas dificuldades.



Esta área surgiu da necessidade de um diagnóstico pedagógico visando esclarecer a inadaptação escolar e social, corrigindo-a; para tanto, seria necessário que um médico diagnosticasse o problema a ser tratado e geralmente as crianças que apresentavam dificuldades no aprendizado eram também portadoras de problemas motores, tuberculose, diabetes, cegueira, surdez entre outros.



Desta forma, os médicos educadores no intuito de trata-las, vincularam a ação do médico à de pedagogo. Como seria mais fácil a aceitação dos pais tratar seus filhos passando-os em uma consulta psicopedagógica e não com uma consulta médica, surgiu então, a psicopedagogia criando-se em 1946 em Paris, o 1º Centro Psicopedagógico .







As definições encontradas do que vem a ser psicopedagogia se assemelham:


A Psicopedagogia é a área de estudo que tem como objetivo a aprendizagem e as dificuldades de aprendizagem; é também uma área de conhecimento que se dedica ao estudo do processo de aprendizagem nos seus aspectos cognitivos, emocionais e corporais. Pressupõe também a atuação tanto no processo normal do aprendizado, como na percepção de dificuldades(diagnóstico) e na interferência no planejamento das instituições e no trabalho de re-educação(terapia psicopedagógica).


Podemos dizer que a psicopedagogia é a área que estuda e lida com o processo de aprendizagem e suas dificuldades, com contribuições científicas das áreas do conhecimento como Psicologia, Neurologia, Pedagogia, Psicolingüística e Psicomotricidade.

Segundo o professor João Beauclair Mestre em Educação, afirma que a psicopedagogia é um campo de conhecimento que se propõe a integrar de modo coerente, conhecimentos e princípios de diferentes Ciências Humanas com a meta de adquirir uma ampla compreensão sobre os variados processos inerentes ao aprender humano.




ELABORANDO UM CONCEITO DE PSICOPEDAGOGIA



É a área de conhecimento onde há uma interação entre saúde/educação/sociedade pois o profissional precisa analisar os sintomas apresentados pelo indivíduo ( sejam eles: lentidão, dispersão, dificuldade de elaboração, compreensão, entre outros) sob a luz dos aspectos físico, emocional, social e cultural, levando-se em conta suas relações tanto com o ambiente familiar, como o escolar e o social.

CONCLUSÃO

Ser psicopedagogo é atuar em diferentes campos de ação, situando-se tanto na área da saúde quanto na educacional, compreendendo as variadas dimensões da aprendizagem humana que ocorrem em todos os espaços e tempos sociais. O psicopedagogo atua de forma preventiva e terapêutica e tem como papel principal ser um mediador de todo este processo.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

TRANSTORNO DO DÉFICIT DE ATENÇÃO / HIPERATIVIDADE
O que é TDA - Transtorno déficit de atenção?

TDA é um distúrbio neurológico, ou seja, não estamos falando de uma lesão ou defeito e sim de um funcionamento diferente do cérebro.
Um TDA apresenta um menor fluxo sangüíneo na região frontal do cérebro, responsável pelo comportamento inibitório (freio), capacidade de planejamento, memória seletiva, regular o estado de vigília, “filtrar os estímulos, entre outras funções”.
Sabe-se também que a quantidade de dopamina, um neurotransmissor responsável pelo controle motor e pelo poder de concentração é menor no cérebro destas pessoas. Porém, o diagnóstico de um TDA será dado a partir da análise cuidadosa da história de vida e do comportamento do sujeito.
O comportamento de um TDA apresenta um trio de sintomas significativos que são: alterações da atenção, impulsividade, e da velocidade da atividade mental e física podendo apresentar grau de hiperatividade.
O que é Transtorno de Hiperatividade/ Impulsividade?

A hiperatividade e a impulsividade fazem parte da tríade de sintomas de um TDAH-I, esse transtorno é o mais conhecido, pelo fato de ser o que mais incomoda pais e professores, que não conseguem dar jeito naquela criança que não fica quieta pôr nada.
A hiperatividade é um desvio comportamental, caracterizada pela excessiva mudança de atitudes e atividades, o sujeito hiperativo tem dificuldades de se manter quieto para que possa desenvolver atividades comuns do seu dia-a-dia como: fazer refeições à mesa, assistir TV sentado, ficar sentado em sala de aula, escutar uma história, etc.
É importante lembrar que há pessoas que são TDA, mas que não tem a hiperatividade, nem impulsividade como sintoma predominante, muitas são aquelas crianças quietas que parecem viver “no mundo da lua”, sua mente voa, seus pensamentos correm enquanto à sua frente à realidade exige concentração. Nestes casos muitas vezes o diagnóstico só é feito depois de um grave comprometimento na aprendizagem escolar tendo como conseqüência um grande prejuízo emocional.

Dicas para os pais

Procure um profissional habilitado para que seja feito um bom diagnóstico, um neuropediatra ou psiquiatra deve ser consultada, em muitos casos a medicação apropriada se faz necessária.
Estabeleça uma agenda de horários para as atividades de seu filho, ele deve Ter horário para acordar, comer, tomar banho, ver TV, fazer os deveres, brincar, e dormir. Uma rotina fixa contribuirá para que a criança se organize.
É importante a realização de uma atividade física, de preferência não competitiva, assim entre outros ganhos haverá gasto de energia.
Tenham momentos de atividades em família, contarem pequenas histórias, brincarem com algum jogo, atividades que possibilitem o sentar junto, o falar e o ouvir.
Quando for fazer os deveres, procure um lugar tranqüilo, sem TV, sem música. Os brinquedos e objetos que não fazem parte da atividade devem ser guardados.
Quando for pedir algo, ou der uma ordem, faça de maneira clara, se necessário divida a tarefa, certifique se a criança entendeu.
Nunca chame seu filho de “malandro”, “preguiçoso”, “burro”, pelo contrário elogie suas conquistas, valorize pequenos passos. Palavras duras e gritos só prejudicarão o desenvolvimento e aprendizagem dele.
Estabeleça limites e regras claras, seu filho deve saber o que pode e o que não pode fazer.
Seu filho deve estar sempre em companhia de um responsável, atravessar ruas, andar de bicicleta e outras atividades deve ser supervisionada, a criança TDA distrai-se facilmente podendo assim se envolver em acidentes graves.
Se interesse pelo desenvolvimento escolar de seu filho, vá à escola, converse com a professora, procure saber em que ela pode ajudar para melhor aprendizagem da criança.
Demonstre seu amor pôr ele, diga que ele é importante pelo que ele é e não pelo que ele faz. Carinho e conforto em uma relação de confiança o ajudarão muito.

Dicas para os professores

Não rotule, certifique-se com a família sobre o diagnóstico.
Procure conversar com os profissionais que atendem seu aluno, com todos os envolvidos no processo falando a mesma linguagem, será mais fácil auxiliar está criança.
Coloque a criança sempre próxima a você, se possível longe de janelas e portas. As carteiras dispostas em circulo facilitam a visualização da turma.
Construa com a turma regras claras do funcionamento da classe, deixe-as expostas.
Comece a aula expondo a rotina do dia, fale do seu plano de aula, se necessário faça por escrito.
Use recursos audiovisuais quando possível. Vídeos, retroprojetores, computadores.
Busque assuntos de interesse da turma e os atuais que estão sendo vinculados na mídia.
Trabalhe música teatro, parlendas, histórias da comunidade e da realidade seus alunos.
Se utilize do concreto, de imagens, de gravuras, faça perguntas, promova a participação em sala de aula.
Faça intervalos para alongamento, idas ao banheiro, tomar água. Cante com seus alunos. Ficar muito tempo sentado é torturante para um TDAH.
Faça atividades curtas, que exijam pouco tempo para serem realizadas. Aumente gradativamente este tempo conforme o progresso da criança.
Mande deveres que a criança consiga realizar sozinha, ou com pouca interferência dos pais. Procure atividades que estejam dentro das possibilidades e limites dela, não sendo motivo de tortura para pais e filhos.
Estimule a atividade em grupo, sempre trabalhando o respeito as diferenças.
Nunca exponha os erros e dificuldades da criança, gritos para chamar a atenção só pioram as coisas.
Elogie sempre, recompense com bilhetes, cartões os pequenos progressos.
Não faça da agenda escolar um diário de reclamações, chame os pais para conversarem, quando possível. Bilhetes de reclamação constantes tiram à confiança e baixam a auto-estima da criança.
Crie um vínculo de afeto e confiança com seus alunos.
Leia, estude, busque orientação e ajuda quando necessário, esclareça suas dúvidas. Estando bem informada você terá maior segurança para trabalhar junto aos seus alunos.
Nunca esqueça seu aluno com TDAH, tem inteligência normal ou até superior, ele só tem um funcionamento diferente, busque com ele a melhor maneira de promoverem sua aprendizagem. Ambos só têm a ganhar.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

O que é Psicopedagogia?


“A PSICOPEDAGOGIA É UMA ÁREA DE CONHECIMENTO E PESQUISA NA ATUAÇÃO INTERDISCIPLINAR, VOLTADA PARA OS PROCESSOS DE ENSINO-APRENDIZAGEM, QUE INTEGRA O DIAGNÓSTICO EA INTERVENÇÃO EM SITUAÇÕES QUE ENVOLVAM ESSES PROCESSOS NO PLANO INDIVIDUAL, GRUPAL E INSTITUCIONAL. CONSIDERA A ANÁLISE DO CONTEXTO EM QUE SE DESENVOLVE O PROCESSO DE APRENDIZAGEM, A LEITURA DOS PROBLEMAS QUE EMERGEM DA E NA INTERAÇÃO SOCIAL VOLTADA PARA O SUJEITO QUE APRENDE; BUSCA COMPREENDER OS FATORES QUE INTERVÊM NOS PROBLEMAS, DISCRIMINANDO O PARTICULAR E O GERAL, O ESPECÍFICO E O UNIVERSAL, NA BUSCA DE ALTERNATIVAS DE AÇÃO PARA UMA MUDANÇA SIGNIFICATIVA NAS POSTURAS FRENTE AO ENSINAR E AO APRENDER. ORGANIZA-SE COMO ÁREA TEÓRICA E METADOLÓGICA PRÓPRIA, A PARTIR DE VÁRIAS ÁREAS DO CONHECIMENTO DA EDUCAÇÃO E DA SAÚDE NAQUILO QUE SE APLICA À COMPREENSÃO DOS PROCESSOS, ANALISANDO-OS E RESPEITANDO O CÓDIGO DE ÉTICA DA PSICOPEDAGOGIA, GARANTINDO UMA POSTURA SOCIALMENTE COMPROMETIDA COM A REALIDADE BRASILEIRA”.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

o novo símbolo da Psicopedagogia!

Por que Fita de Möbius?

Em 1858, o matemático e astrônomo alemão Auguste Ferdinand Möbius ao pesquisar o desenvolvimento de uma Teoria dos Poliedros, descobriu uma curiosa superfície que ficou conhecida com seu nome, a Fita de Möbius. É uma fita simples que tem duas superfícies distintas (uma interna e outra externa) limitadas por duas margens. Trata-se de uma superfície de duas dimensões com um lado apenas. Assim, se caminharmos continuamente ao longo da fita, atravessamos ora uma, ora outra dimensão.

O que encanta nesta fita é a sua extraordinária simplicidade aliada a um resultado complexo – transformando o finito em infinito.

Estas idéias foram passadas para dois design-gráficos que apresentaram algumas propostas, as quais foram apresentadas para no VIII Congresso Brasileiro de Psicopedagogia para que os congressistas votassem.

O significado do Símbolo eleito foi descrito da seguinte forma:

Fita de Moebüs com 3 voltas. Representa o olhar do Psicopedagogo. As voltas estão dispostas de forma a representar a aprendizagem do indivíduo. O círculo central representa o indivíduo em processo para a aquisição de conhecimento, chegando ao fim com mudanças perceptíveis (círculo vermelho).

Esse símbolo foi assim representado com o propósito de caracterizar nossa área de atuação, representando o Psicopedagogo com suas características próprias.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Instrumentos de Avaliação no Consultório Psicopedagógico




1. Desenho da Figura Humana
2. Reconhecimento de partes do corpo
3. Desenho da Família
4. Técnicas Projetivas Psicopedagógicas de Jorge Visca
5. Figuras geométricas de Zaldo Rocha
6. Provas de Lateralidade
7. Teste de Orientação Espacial
8. Teste de orientação direito/esquerda
9. Observação de Atividades Viso-motor
10. Pesquisa de Coordenação Ampla (coordenação dinâmica)
11. Hora do Jogo
12. Torre de Hanói (adolescentes)
13. Diagnóstico Operatório (provas Piajetianas)
14. Entrevista do Realismo Nominal (nível de leitura e escrita)
15. Provas Pedagógicas variadas.


A avaliação acontece de 8 a 10 sessões , podendo confirmar ou não alguma dificuldade de aprendizagem.
A intervenção começa a partir desta confirmação. ♥

Atitudes que favorecem o sucesso de seu filhos!




1. Fale sempre da escola, para criar em seu filho uma expectativa positiva em relação aos estudos.

2. Abrace-o e deseje-lhe coisas boas quando ele estiver de saída para aula.

3. Na volta, procure saber como foi o dia dele, o que aprendeu e com se relacionou com todos.

4. Conheça o professor e converse com ele sobre a criança e o trabalho dela na escola.

5. Em caso de notas baixas, não espere ser chamado: Vá à escola para saber o que está acontecendo.

6. Mantenha uma relação de respeito, carinho e consideração com todos os professores.

7. Resolva diretamente os problemas entre você, seu filho e o professor e só recorra a outros em último caso.

8. Crie o hábito de observar os materiais escolares e ajude nas lições de casa.

9. Quando seu filho estiver com problemas, compartilhe-os com a escola sem omitir fatos nem julgar atitudes.

10. Comente com amigos e parentes os êxitos escolares dele, por menores que sejam para reforçar a auto-estima e autoconfiança de seu filho.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

domingo, 7 de junho de 2009

II Encontro de Psicopedagogia do Interior do Ceará. A Abpp e as Lumiandas!
Foi um sucesso!!

domingo, 3 de maio de 2009

II ENCONTRO DE PSICOPEDAGOGIA DO INTERIOR DO CEARÁ
05 E 06 DE JUNHO DE 2009
LOCAL: MEMORIAL PADRE CÍCERO
JUAZEIRO DO NORTE - CEARÁ.







sexta-feira, 10 de abril de 2009


Quais as contribuições das intervenções psicopedagógicas no âmbito hospitalar?


A Psicopedagogia, em qualquer âmbito em que seja aplicada, trabalha as questões ligadas, principalmente, à ansiedade, baixa auto-estima e depressões; minimiza os prejuízos de ordem cognitiva no processo de aprendizagem, facilita a relação saudável do indivíduo com o meio e o prepara para aprender inclusive questões ligadas à sua maneira de ser, limites e potencialidades. Como especificamente, a enfermidade tende a afetar as interações da criança com o ambiente físico e social em que vive e, por sua vez, os aspectos do ambiente são alterados como conseqüência da enfermidade, a capacidade de conhecer sua nova situação e gerenciá-la de modo otimista, produtiva e saudável pode fazer toda diferença na realização futura dessa pessoa, especialmente aquela que é hospitalizada por longos períodos.


Ao se atender a criança hospitalizada com a intervenção psicopedagógica, cria-se um mecanismo protetor para neutralizar as adversidades inerentes à condição de enfermidade e hospitalização. Uma eficiente intervenção psicopedagógica facilita o desencadeamento do processo de resiliência, que consiste na habilidade de superar o efeito das adversidades e do estresse no curso do desenvolvimento. (Yunes & Szymanski, 2001)


A Psicopedagogia é fundamental ao paciente hospitalizado para manter os laços com os conhecimentos básicos e desenvolver as competências de natureza psicossocial. A escola e a aquisição de novos conhecimentos são, para a criança, meios de ser inserida e reconhecida no meio social, necessários para sua avaliação como pessoa.


Havendo uma internação, parte desse processo tende a ser bruscamente interrompido e, por vezes, por longos períodos, alterando sua auto-imagem e autoestima e as suas possibilidades de voltar a se inserir no mundo escolar. Além disso, a doença, quando não compreendida pela criança e até pelo adulto, é razão de duplo sofrimento, pela doença em si e pelo afastamento de seu meio de convívio e desenvolvimento educacionais, sociais e profissionais. A Psicopedagogia permite, ainda, e com grande sucesso, que este paciente se habilite como agente ativo do seu próprio processo de tratamento, recuperação e promoção da saúde.
Objetivos

O objetivo do psicopedagogo é formar; a terapia é cuidar, curar. A psicopedagogia busca o melhor ser interagindo com o saber ser. Assim é que é a psicopedagogia transita entre duas vias, ora articulada às finalidades da terapia, ora à pedagogia. Ela faz uma articulação entre a subjetividade e a objetividade do sujeito aprendente. No entanto, possui virtudes próprias, ao procurar sempre o melhor. Trata-se de passar da fase inicial, pouco equilibrada, precária, defasada a uma fase mais estável, reequilibrada, usando um circuito em derivação, um desvio em todo caso, para reconciliar a criança com a escola, como todo mundo gosta de afirmar. É fazendo o papel de mediador que o psicopedagogo utiliza-se do conto, sendo ele próprio o mediador de ação psicopedagógica. No trabalho psicopedagógico com o conto de fada, encontramos duas formas de mediação: tentar conciliar o herói da história com seu objeto de busca, que poderá acontecer através do casamento, ou pela conquista do tesouro, deixando-o na riqueza, concluindo com o...” foram felizes para sempre”; levar a criança a uma conciliação com ela própria, com a escola e com suas aprendizagens culturais.


O objetivo maior é a integração das crianças no âmbito escolar.
Em relação aos objetivos destes projetos, destacam-se os seguintes:


• Intervir nas instituições de saúde, integrando equipes multidisciplinares;
• Colaborar com outros profissionais, orientando seu procedimento no trato com o paciente e sua família;
• Elaborar métodos e programas psicopedagógicos em contextos de reabilitação psicossocial para pessoas em recuperação de doença, de modo a não interromper bruscamente as atividades habituais que contribuem para seu desenvolvimento;
• Elaborar relatórios de condições terapêuticas de ensino/aprendizagem e outras comunicações;
• Criar recursos que levem em conta a singularidade da criança e de seu nível cognitivo e funcionamento afetivo;
• Desenvolver meios através dos quais aumente a competência da família e do jovem hospitalizado em relação ao conhecimento e enfrentamento das enfermidades em questão e suas conseqüências;
• Participar em projetos com equipes multiprofissionais.


São crianças e jovens, além dos adultos e pessoas da terceira idade, em risco de vida, o que já as torna singulares, exigindo um olhar mais criteriosamente preparado para tal atendimento. Trata-se, também, de se preparar psicopedagogos capazes de participar de uma equipe profissional multidisciplinar, que objetiva não apenas a recuperação do paciente, mas que tenha em vista sua mais adequada reinserção na vida pessoal, familiar, escolar e profissional pós-hospitalização. É uma sutil, mas importante alteração nos objetivos e usos da psicopedagogia, influenciando multidisciplinarmente profissionais e instituições da saúde e pessoas adoentadas, a viverem com melhor qualidade de vida.

quarta-feira, 8 de abril de 2009



O que é a psicopedagogia?


A Psicopedagogia estuda o processo de aprendizagem e suas dificuldades, tendo, portanto, um caráter preventivo e terapêutico. Preventivamente deve atuar não só no âmbito escolar, mas alcançar a família e a comunidade, esclarecendo sobre as diferentes etapas do desenvolvimento, para que possam compreender e entender suas características evitando assim cobranças de atitudes ou pensamentos que não são próprios da idade. Terapeuticamente a psicopedagogia deve identificar, analisar, planejar, intervir através das etapas de diagnóstico e tratamento.


1. Quem são os psicopedagogos?


São profissionais preparados para atender crianças ou adolescentes com problemas de aprendizagem, atuando na sua prevenção, diagnóstico e tratamento clínico ou institucional.


2. Onde atuam?


O psicopedagogo poderá atuar em escolas e empresas (psicopedagogia institucional), na clínica (psicopedagogia clínica).


3. Como se dá o trabalho na clínica?


O psicopedagogo, através do diagnóstico clínico, irá identificar as causas dos problemas de aprendizagem. Para isto, ele usará instrumentos tais como, provas operatórias (Piaget), provas projetivas (desenhos), histórias, material pedagógico etc. Na clínica, o psicopedagogo fará uma entrevista inicial chamada anamnese com os pais ou responsável, para conversar sobre horários, quantidades de sessões, honorários, a importância da freqüência e da presença, conversar sobre histórico do sujeito, desde seu nascimento até o atual momento.

4. O diagnostico é composto de quantas sessões?


Geralmente faz-se o diagnóstico entre 8 a 10 sessões. O ideal é que haja duas sessões por semana.


5. E depois do diagnóstico?


O diagnóstico poderá confirmar ou não as suspeitas do psicopedagogo. O profissional poderá identificar problemas de aprendizagem. Neste caso ele indicará um tratamento psicopedagógico, mas poderá também identificar outros problemas e aí ele poderá indicar um psicólogo, um fonoaudiólogo, um neurologista, ou outro profissional a depender do caso. Ele poderá perceber também, que o problema esteja na escola, então possivelmente ele recomendará uma troca de escola.


6. E o tratamento psicopedagógico?


O tratamento poderá ser feito com o próprio psicopedagogo que fez o diagnóstico, ou poderá ser feito com outro psicopedagogo. Neste caso, este último solicitará o informe psicopedagógico para análise. Durante o tratamento são realizadas diversas atividades, com o objetivo de identificar a melhor forma de se aprender e o que poderá estar causando este bloqueio. Para isto, o psicopedagogo utilizará recursos como jogos, desenhos, brinquedos, brincadeiras, conto de histórias, computador e outras coisas que forem oportunas. A criança, muitas vezes, não consegue falar sobre seus problemas e é através de desenhos, jogos, brinquedos que ela poderá revelar a causa de sua dificuldade. É através dos jogos que a criança adquire maturidade, aprende a ter limites, aprende a ganhar e perder, desenvolve o raciocínio, aprende a se concentrar, adquire maior atenção.O psicopedagogo solicitará, algumas vezes, as tarefas escolares, observando cadernos, olhando a organização e os possíveis erros, ajudando-o a compreender estes erros.Irá ajudar a criança ou adolescente, a encontrar a melhor forma de estudar para que ocorra a aprendizagem.O profissional poderá ir até a escola para conversar com o(a) professor(a), afinal é ela que tem um contato diário com o aluno e pode dar muitas informações que possam ajudar no tratamento.


7. Como se dá o trabalho na Instituição?


O psicopedagogo na instituição escolar poderá: - ajudar os professores, auxiliando-os na melhor forma de elaborar um plano de aula para que os alunos possam entender melhor as aulas;- ajudar na elaboração do projeto pedagógico;- orientar os professores na melhor forma de ajudar, em sala de aula, aquele aluno com dificuldades de aprendizagem;- realizar um diagnóstico institucional para averiguar possíveis problemas pedagógicos que possam estar prejudicando o processo ensino-aprendizagem;- encaminhar o aluno para um profissional (psicopedagogo, psicólogo, fonoaudiólogo etc) a partir de avaliações psicopedagógicos;- conversar com os pais para fornecer orientações;- auxiliar a direção da escola para que os profissionais da instituição possam ter um bom relacionamento entre si;- Conversar com a criança ou adolescente quando este precisar de orientação.


8. O que é fundamental na atuação psicopedagógica?


A escuta é fundamental para que se possa conhecer como e o que o sujeito aprende, e como diz Nádia Bossa, “perceber o interjogo entre o desejo de conhecer e o de ignorar”. O psicopedagogo também deve estar preparado para lidar com possíveis reações frente a algumas tarefas, tais como: resistências, bloqueios, sentimentos, lapsos etc. E não parar de buscar, de conhecer, de estudar, para compreender de forma mais completa estas crianças ou adolescentes já tão criticados por não corresponderem às expectativas dos pais e professores.
Feliz Páscoa!!

A Páscoa representa a vitória da vida sobre a morte,o sacrifício pela a verdade e pelo o amor.Jesus de Nazaré demonstrou que não se consegue mataras grande idéias renovadoras. Os grandes exemplosde Amor ao próximo e de Valorização da Vida.A vida só pode ser definida pelo o Amor, e o Amor pela a Vida.Foi por isso que Ele afirmou que veio ao mundo para que tivéssemos Vida em Abundância, isto è, plena de Amor!Desejo á você e sua família uma Páscoa recheada não só de chocolates,mas de Amor, Paz, Plenitude, União, Harmonia, Bênçãos e Cristo no coração! Beijos... Thaina Ribeiro.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

DEFICIÊNCIAS - Mario Quintana (escritor gaúcho 30/07/1906 - 05/05/1994)

"Deficiente" é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.

"Louco" é quem não procura ser feliz com o que possui.

"Cego" é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.

"Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.

"Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.

"Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda. "Diabético" é quem não consegue ser doce.

"Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer. E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:

"Miseráveis" são todos que não conseguem falar com Deus.

"A amizade é um amor que nunca morre. "
Uma aula mais participativa!
Algumas vezes, as aulas parecem se arrastar. Você tenta de tudo para conseguir a participação dos estudantes, mas nada. Uma das causas da apatia pode estar em seus alunos. Se eles não encontram nenhum ponto de contado entre si e com você e sua aula, se não sabem por que estão ali, bem, ninguém vai participar mesmo.
1 – Use o conhecimento dos alunos. Imagine-se, leitor, caindo no meio de um seminário sobre neurocirurgia. Ou sobre técnicas avançadas de construção de pontes. Ou treinamento de um time de rúgbi. Bem, muitos de seus alunos também se sentem assim. Não é seu conhecimento que importa, mas o que eles sabem sobre aquele assunto. Assim, ligue sua matéria com algo palpável. Pode ser uma maneira de melhorar a precisão do chute para ensinar física, gastos com roupas e comidas para lecionar matemática e os grupos étnicos da cidade para falar sobre história e geografia.
2 – Inclua uma meta. O que os alunos vão receber ao final daquela matéria? A resposta “passar de ano” não vale muito. Procure dar-lhes motivos práticos. Português, por exemplo, é uma das coisas mais úteis para uma banda de garagem fazer letras decentes. Matemática e física os ajudam a organizar melhor o dia-a-dia e a ganhar tempo.
3 – Participar não é brigar nem concordar. Mostre a eles, desde cedo, que podem ter opiniões diferentes entre si (e até divergir do professor) e se expressar sem cair nos ataques pessoais e brigas. Isso vai estimular o debate uma vez que alguns alunos pensam que devem engolir tudo o que o professor diz. Com isso, preferem não dizer o que pensam (pois estão pensando “errado”), e não participam. Estimule o debate civilizado.